Publicações e escritos

Sala de leitura.

Entrevistas, divulgação científica e textos autorais reunidos em uma página para ser percorrida sem pressa.

Acervo selecionado

Cada trabalho, uma entrada direta.

Conteúdos externos abrem em outra aba. Os textos desta sala permanecem dentro do site, preservando a continuidade da leitura.

01Entrevista · TV BandCirurgia bariátrica: perguntas e respostasA conversa abre diretamente no início da participação de Marcelo Cunha.Abrir em outra aba02Entrevista · TV BandO estresse e seus efeitos na vida cotidianaTrecho recuperado do acervo audiovisual do antigo site.Abrir em outra aba03Guia da Mantiqueira · março de 2020Terapia no casamentoArtigo de divulgação na edição digital da revista.Abrir em outra aba04Guia da Mantiqueira · agosto de 2020Sonhos x pesadelosArtigo de divulgação na edição digital da revista.Abrir em outra aba05Instagram · julho de 2021Terapia sem sair de casaUma apresentação direta dos benefícios e limites do atendimento online.Abrir em outra aba06Psicologia Analítica · UNIFENAS, 2017Cisne NegroTexto integral sobre conflito psicológico, persona, sombra e individuação.Ler no site07Instagram · julho de 2021É necessário fazer terapia para sempre?Uma pergunta prática sobre tempo, processo e finalidade da psicoterapia.Abrir em outra aba08Instagram · junho de 2021Famílias também precisam de cuidadoUma entrada breve para pensar sofrimento e tratamento nas relações familiares.Abrir em outra aba09Psicologia Analítica · UNIFENAS, 2017O perigo por trás dos complexos psicológicosComplexos psicológicos e uma leitura junguiana de O Médico e o Monstro.Ler no site10ARTIGO - PSICOLOGIA ANALÍTICAThe Matrix e Psicologia JunguianaTexto integral: individuação, símbolos e amadurecimento na jornada de Neo.Ler no site11ARTIGO - PSICOLOGIA ANALÍTICAThe Matrix e mitologiaTexto integral: herói, messias e as imagens coletivas de uma época.Ler no site

Notas, fontes e transparência

Notas sobre fontes e enquadre clínico.

Referências ficam reunidas aqui para que a leitura principal permaneça limpa sem perder sua procedência.

01A citação da abertura

“Quem olha para dentro, desperta” é um recorte em português traduzido por Marcelo Cunha a partir da tradução inglesa de R. F. C. Hull: “Who looks outside dreams; who looks inside awakes.” O inglês é uma tradução do alemão, não o texto original de Jung.

JUNG, C. G. Carta a Fanny Bowditch, 22 de outubro de 1916. In: JUNG, C. G. Letters. Vol. 1: 1906–1950. Seleção e edição de Gerhard Adler, em colaboração com Aniela Jaffé; tradução do alemão por R. F. C. Hull. Princeton: Princeton University Press, 1973, p. 33.

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02Grupos de vivência de sonhos

A página dedicada ao grupo de sonhos informa que o trabalho é inspirado na metodologia de grupos de vivência desenvolvida pela psicóloga e analista junguiana Prof. Dra. Marion Rauscher Gallbach. O formato oferecido por Marcelo Cunha é próprio e não implica endosso institucional ou participação da autora.

Marcelo participou, durante dois anos, de dois grupos de vivência de sonhos conduzidos por Marion Gallbach, além de realizar análise pessoal e supervisão clínica com ela. Essas experiências integram sua formação profissional. Durante esse período formativo, Marion compartilhou pessoalmente com Marcelo que havia sido analisada por Aniela Jaffé.

Jung, Robert Bosnak e Marie-Louise von Franz também integram as referências de trabalho declaradas pelo facilitador. Obras como Seminários sobre análise de sonhos e Seminários sobre sonhos de crianças, de Carl Gustav Jung, Breve curso sobre sonhos: técnica junguiana para trabalhar com os sonhos, de Robert Bosnak, e O caminho dos sonhos, de Marie-Louise von Franz em conversa com Fraser Boa, balizam esse trabalho. Somam-se a essas referências Embodiment: Creative Imagination in Medicine, Art and Travel, de Bosnak, e Os sonhos e a morte: uma interpretação junguiana, de von Franz. Vivência dos próprios sonhos, estudo de Jung e aprendizagem de interpretação são dimensões complementares do trabalho. Trata-se de um grupo de vivência e pesquisa dos próprios sonhos, não de terapia de grupo. A participação respeita os limites pessoais e um compromisso coletivo de sigilo.

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03Jung e a pesquisa dos sonhos

Referências das citações em português: JUNG, C. G. Civilização em transição. Tradução de Lúcia Mathilde Endlich Orth. Petrópolis: Vozes, edição digital de 2013, § 304; e JUNG, C. G. Seminários sobre análise de sonhos: notas do seminário dado em 1928–1930. Organização de William McGuire; tradução de Caio Liudvik. Petrópolis: Vozes, edição digital de 2017, palestra de 22 de maio de 1929. O sinal […] indica o recorte da primeira citação.

O diálogo entre a Psicologia Analítica e a pesquisa contemporânea inclui estudos empíricos, observações clínicas e propostas de integração teórica. As referências abaixo abordam diferentes aspectos desse diálogo: a dimensão emocional dos sonhos, a relação com a vida consciente, a autorrepresentação da psique e suas possíveis funções reguladoras.

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04James Hillman: voltar à imagem do sonho

Em The Dream and the Underworld (1979), James Hillman propõe permanecer com a imagem onírica antes de reduzi-la a uma explicação.

HILLMAN, James. The Dream and the Underworld. New York: Harper & Row, 1979.

A máxima “Stick with the image” — permanecer com a imagem — exprime essa orientação de trabalho com os sonhos.

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05Retratos da linhagem teórica

O painel da página inicial combina fotografias históricas de licença aberta com dois retratos artísticos autorais. As imagens de Mario Jacoby e Michael Fordham foram produzidas com assistência de inteligência artificial a partir de acervos biográficos históricos. A cena de Jung estudando, na página do grupo de sonhos, é também uma composição editorial contemporânea baseada no retrato histórico indicado abaixo. São homenagens ilustrativas — não documentos fotográficos.

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06Formação e terapia sistêmica
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07Procedência editorial

A Sala de Leitura reúne entrevistas, artigos de divulgação e textos autorais de Marcelo Cunha. As entradas indicam o veículo e a data de publicação quando disponíveis, com links para registros públicos ou edições digitais no site. Publicações futuras serão revistas e autorizadas individualmente antes de se tornarem acessíveis.

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08Um consultório com dois lados: o enquadre online

A frase “Um consultório com dois lados” traduz uma ideia clínica: no atendimento online, o encontro acontece entre dois espaços. O ambiente do profissional e o ambiente escolhido por quem é atendido participam da construção do enquadre — as condições de privacidade, continuidade e confiança que sustentam o trabalho.

A literatura da psicanálise e da psicologia analítica discute as possibilidades e os limites desse encontro. Merchant examina a viabilidade do processo analítico online; Roesler investiga o efeito da mediação tecnológica sobre a relação terapêutica, incluindo a perda de sinais não verbais. Wright aborda o significado psíquico do espaço físico e virtual do consultório. No Brasil, Cardoso e colaboradores refletem sobre o enquadre virtual, e Ferracioli e colaboradores reúnem benefícios e barreiras relatados por psicólogos.

Esses trabalhos ajudam a pensar um espaço de cuidado construído em conjunto: privacidade em ambos os lados, atenção às interrupções, estabilidade da comunicação e acordos que façam sentido para aquela pessoa. A possibilidade de atendimento à distância exige considerar essas condições e as necessidades de cada caso.

MERCHANT, John. Working online due to the COVID-19 pandemic: a research and literature review. Journal of Analytical Psychology, 66(3), 484–505, 2021. Registro e resumo no PubMed.

ROESLER, Christian. Tele-analysis: the use of media technology in psychotherapy and its impact on the therapeutic relationship. Journal of Analytical Psychology, 62(3), 372–394, 2017. Registro e resumo no PubMed.

WRIGHT, Deborah L. S. The Physical and Virtual Space of the Consulting Room: Room-object Spaces. Routledge, 2022. Apresentação da editora.

CARDOSO, Bruno Cavaignac Campos, e colaboradores. O enquadre virtual como um dispositivo psicanalítico de atendimento online. Revista Brasileira de Psicanálise, 56(1), 195–208, 2022. Texto completo no PePSIC.

FERRACIOLI, N. G. M.; OLIVEIRA-CARDOSO, É. A.; OLIVEIRA, W. A.; SANTOS, M. A. Potentialities and Barriers of Online Psychotherapy During the COVID-19 Pandemic: Scoping Review. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 39, e39410, 2023. Texto completo na SciELO.

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09Terapia Familiar Sistêmica: história e pesquisa

A terapia familiar sistêmica se constituiu como campo clínico a partir da década de 1950, em diálogo com a teoria geral dos sistemas, a cibernética e os estudos da comunicação. O sofrimento passou a ser examinado também nas relações, nos padrões de interação e nos contextos em que as pessoas vivem. Essa perspectiva permite compreender repetições e vínculos familiares sem reduzir o problema a um único indivíduo.

A história do campo inclui mudanças no lugar do terapeuta. As abordagens de segunda ordem e construcionistas, discutidas por Lynn Hoffman, valorizam a participação do observador e a construção conjunta de significados. Em português, Maria José Esteves de Vasconcellos apresenta a complexidade, a instabilidade e a intersubjetividade como dimensões da epistemologia sistêmica.

A pesquisa clínica reúne revisões de ensaios controlados e estudos de processo e resultado. Von Sydow e colaboradores analisaram 38 ensaios com adultos; Alan Carr sintetiza evidências de intervenções conjugais, familiares e sistêmicas para diferentes problemas. No Brasil, Diniz Neto e Féres-Carneiro discutem criticamente os estudos de eficácia e seus desafios metodológicos. Os resultados dizem respeito a intervenções, populações e condições específicas; a fundamentação sistêmica, por si só, não torna todos os métodos equivalentes nem garante um resultado individual.

VON BERTALANFFY, Ludwig. The History and Status of General Systems Theory. Academy of Management Journal, 15(4), 407–426, 1972. Referência na editora · Acesso alternativo no JSTOR.

HOFFMAN, Lynn. Constructing Realities: An Art of Lenses. Family Process, 29(1), 1–12, 1990. DOI: 10.1111/j.1545-5300.1990.00001.x.

VASCONCELLOS, Maria José Esteves de. Pensamento sistêmico: o novo paradigma da ciência. Campinas: Papirus, 2002. Resenha da edição de 2002 no PePSIC.

VON SYDOW, Kirsten; BEHER, Stefan; SCHWEITZER, Jochen; RETZLAFF, Rüdiger. The efficacy of systemic therapy with adult patients: a meta-content analysis of 38 randomized controlled trials. Family Process, 49(4), 457–485, 2010. Registro e resumo no PubMed.

CARR, Alan. Couple therapy and systemic interventions for adult-focused problems: The evidence base. Journal of Family Therapy, 47, e12481, 2025. DOI: 10.1111/1467-6427.12481.

DINIZ NETO, Orestes; FÉRES-CARNEIRO, Terezinha. Eficácia psicoterapêutica: terapia de família e o efeito “Dodô”. Estudos de Psicologia (Natal), 10(3), 355–361, 2005. Texto completo na SciELO.

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10Imagens e inteligência artificial

As imagens de consultório, palestra, árvore familiar, cena doméstica, estante com escultura, gravura de Édipo e a esfinge e sequência do despertar noturno exibidas no site são composições editoriais produzidas com assistência de inteligência artificial e direção humana. Elas não são registros documentais de um ambiente, palestra, instituição, data, plateia ou participante específicos. Nenhuma pessoa representada como público ou como sonhadora corresponde a paciente real, e nenhum dado pessoal ou clínico de pacientes foi utilizado.

A cena de palestra representa a experiência de Marcelo Cunha em palestras para casais por mais de dez anos e foi construída a partir de referências de aparência fornecidas e autorizadas pelo próprio profissional. A imagem do consultório é uma interpretação visual do espaço além do enquadramento da sessão online.

As gravuras da árvore familiar e da cena doméstica seguem uma linguagem de ilustração de livro. A árvore usa placas com nomes de parentesco; a cena doméstica simboliza uma tensão relacional, não documenta uma sessão. A imagem da estante e da escultura foi composta a partir de fotos do consultório real. Na composição, as lombadas de livros podem não reproduzir com exatidão os títulos originais.

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