Publicações e escritos
Sala de leitura.
Entrevistas, divulgação científica e textos autorais reunidos em uma página para ser percorrida sem pressa.
Acervo selecionado
Cada trabalho, uma entrada direta.
Conteúdos externos abrem em outra aba. Os textos desta sala permanecem dentro do site, preservando a continuidade da leitura.
Notas, fontes e transparência
Notas sobre fontes e enquadre clínico.
Referências ficam reunidas aqui para que a leitura principal permaneça limpa sem perder sua procedência.
01A citação da abertura
“Quem olha para dentro, desperta” é um recorte em português traduzido por Marcelo Cunha a partir da tradução inglesa de R. F. C. Hull: “Who looks outside dreams; who looks inside awakes.” O inglês é uma tradução do alemão, não o texto original de Jung.
JUNG, C. G. Carta a Fanny Bowditch, 22 de outubro de 1916. In: JUNG, C. G. Letters. Vol. 1: 1906–1950. Seleção e edição de Gerhard Adler, em colaboração com Aniela Jaffé; tradução do alemão por R. F. C. Hull. Princeton: Princeton University Press, 1973, p. 33.
← Voltar à página de origem02Grupos de vivência de sonhos
A página dedicada ao grupo de sonhos informa que o trabalho é inspirado na metodologia de grupos de vivência desenvolvida pela psicóloga e analista junguiana Prof. Dra. Marion Rauscher Gallbach. O formato oferecido por Marcelo Cunha é próprio e não implica endosso institucional ou participação da autora.
Marcelo participou, durante dois anos, de dois grupos de vivência de sonhos conduzidos por Marion Gallbach, além de realizar análise pessoal e supervisão clínica com ela. Essas experiências integram sua formação profissional. Durante esse período formativo, Marion compartilhou pessoalmente com Marcelo que havia sido analisada por Aniela Jaffé.
Jung, Robert Bosnak e Marie-Louise von Franz também integram as referências de trabalho declaradas pelo facilitador. Obras como Seminários sobre análise de sonhos e Seminários sobre sonhos de crianças, de Carl Gustav Jung, Breve curso sobre sonhos: técnica junguiana para trabalhar com os sonhos, de Robert Bosnak, e O caminho dos sonhos, de Marie-Louise von Franz em conversa com Fraser Boa, balizam esse trabalho. Somam-se a essas referências Embodiment: Creative Imagination in Medicine, Art and Travel, de Bosnak, e Os sonhos e a morte: uma interpretação junguiana, de von Franz. Vivência dos próprios sonhos, estudo de Jung e aprendizagem de interpretação são dimensões complementares do trabalho. Trata-se de um grupo de vivência e pesquisa dos próprios sonhos, não de terapia de grupo. A participação respeita os limites pessoais e um compromisso coletivo de sigilo.
Obras sobre sonhos: Daimon — Learning from Dreams · Vozes — Seminários sobre análise de sonhos · Philemon Foundation — seminários sobre sonhos de crianças (trecho em inglês) · Paulus — coleção que inclui Breve curso sobre sonhos · Routledge — Embodiment · Bibliografia oficial de Marie-Louise von Franz
Fontes oficiais: SBPA — formação e trajetória de Marion Gallbach SBPA — Aprendendo com os sonhos Paulus — trajetória e formação de Marion Gallbach Paulus — Aprendendo com os sonhos AJB — Sonhos na Psicologia Junguiana Junguiana 9 — Jung e as pesquisas em sonhos Estudo sobre insight em grupos de sonhos
← Voltar à página de origem03Jung e a pesquisa dos sonhos
Jung registrou que investigava de 1.500 a 2.000 sonhos por ano em Collected Papers on Analytical Psychology, cap. XII.
Referências das citações em português: JUNG, C. G. Civilização em transição. Tradução de Lúcia Mathilde Endlich Orth. Petrópolis: Vozes, edição digital de 2013, § 304; e JUNG, C. G. Seminários sobre análise de sonhos: notas do seminário dado em 1928–1930. Organização de William McGuire; tradução de Caio Liudvik. Petrópolis: Vozes, edição digital de 2017, palestra de 22 de maio de 1929. O sinal […] indica o recorte da primeira citação.
Estudos atuais mostram associações entre o conteúdo dos sonhos, memória e emoção. Ver a meta-análise sobre sonhos e consolidação da memória e o estudo sobre sonhos e memória emocional.
O diálogo entre a Psicologia Analítica e a pesquisa contemporânea inclui estudos empíricos, observações clínicas e propostas de integração teórica. As referências abaixo abordam diferentes aspectos desse diálogo: a dimensão emocional dos sonhos, a relação com a vida consciente, a autorrepresentação da psique e suas possíveis funções reguladoras.
Margaret Wilkinson (2006) — The dreaming mind-brain: a Jungian perspective. Discussão teórica e clínica do trabalho junguiano com sonhos à luz da neurociência, com ênfase no processamento de experiências emocionais.
Caifang Zhu (2013) — Jung on the Nature and Interpretation of Dreams: A Developmental Delineation with Cognitive Neuroscientific Responses. Revisão da evolução das ideias de Jung e de suas relações com abordagens cognitivas e neurocientíficas, que as desafiam, enriquecem e, em alguns aspectos, confirmam.
Antonio Alcaro, Stefano Carta e Jaak Panksepp (2017) — The Affective Core of the Self: A Neuro-Archetypical Perspective on the Foundations of Human (and Animal) Subjectivity. Proposta de integração entre neurociência afetiva e a concepção junguiana do Self; não é um teste específico da compensação nos sonhos.
Christian Roesler (2025) — Jung’s Theory of Dreaming and the Findings of Empirical and Clinical Dream Research. Apresenta o programa de Análise Estrutural dos Sonhos e resultados de pesquisa clínica que sustentam a compreensão do sonho como autorrepresentação da psique e a interpretação no nível subjetivo.
Konstantin Rößler (2026) — A Late Confirmation? Review of C. G. Jung’s Understanding of Dreams in the Light of Modern Dream Research. Revisão das conexões entre a compreensão junguiana dos sonhos e a pesquisa contemporânea, incluindo a hipótese da continuidade e a rede de modo padrão (default mode network).
← Voltar à página de origem04James Hillman: voltar à imagem do sonho
Em The Dream and the Underworld (1979), James Hillman propõe permanecer com a imagem onírica antes de reduzi-la a uma explicação.
HILLMAN, James. The Dream and the Underworld. New York: Harper & Row, 1979.
A máxima “Stick with the image” — permanecer com a imagem — exprime essa orientação de trabalho com os sonhos.
← Voltar à página de origem05Retratos da linhagem teórica
O painel da página inicial combina fotografias históricas de licença aberta com dois retratos artísticos autorais. As imagens de Mario Jacoby e Michael Fordham foram produzidas com assistência de inteligência artificial a partir de acervos biográficos históricos. A cena de Jung estudando, na página do grupo de sonhos, é também uma composição editorial contemporânea baseada no retrato histórico indicado abaixo. São homenagens ilustrativas — não documentos fotográficos.
Jung — domínio público Nise da Silveira — domínio público von Franz — BEPJoseZavala, CC BY-SA 3.0 Hillman — George Quasha, CC BY 3.0 Freud — Library of Congress, domínio público Winnicott — Wellcome Collection, CC BY 4.0 Lacan — Foto Moisio / La Stampa, 1969, domínio público Frankl — Franz Vesely, CC BY-SA 3.0 DE Jacoby — ilustração autoral; referência iconográfica: ADEPAC Fordham — ilustração autoral; referência iconográfica: memorial biográfico
← Voltar à página de origem06Formação e terapia sistêmica
A seção Formação Especializada da página de casais e famílias se baseia na história e proposta do curso e nos currículos das coordenadoras. Para a descrição da base de evidências da terapia sistêmica, consulte a revisão científica de von Sydow e colaboradores (2010), com resumo no PubMed.
← Voltar à página de origem07Procedência editorial
A Sala de Leitura reúne entrevistas, artigos de divulgação e textos autorais de Marcelo Cunha. As entradas indicam o veículo e a data de publicação quando disponíveis, com links para registros públicos ou edições digitais no site. Publicações futuras serão revistas e autorizadas individualmente antes de se tornarem acessíveis.
← Voltar à página de origem08Um consultório com dois lados: o enquadre online
A frase “Um consultório com dois lados” traduz uma ideia clínica: no atendimento online, o encontro acontece entre dois espaços. O ambiente do profissional e o ambiente escolhido por quem é atendido participam da construção do enquadre — as condições de privacidade, continuidade e confiança que sustentam o trabalho.
A literatura da psicanálise e da psicologia analítica discute as possibilidades e os limites desse encontro. Merchant examina a viabilidade do processo analítico online; Roesler investiga o efeito da mediação tecnológica sobre a relação terapêutica, incluindo a perda de sinais não verbais. Wright aborda o significado psíquico do espaço físico e virtual do consultório. No Brasil, Cardoso e colaboradores refletem sobre o enquadre virtual, e Ferracioli e colaboradores reúnem benefícios e barreiras relatados por psicólogos.
Esses trabalhos ajudam a pensar um espaço de cuidado construído em conjunto: privacidade em ambos os lados, atenção às interrupções, estabilidade da comunicação e acordos que façam sentido para aquela pessoa. A possibilidade de atendimento à distância exige considerar essas condições e as necessidades de cada caso.
MERCHANT, John. Working online due to the COVID-19 pandemic: a research and literature review. Journal of Analytical Psychology, 66(3), 484–505, 2021. Registro e resumo no PubMed.
ROESLER, Christian. Tele-analysis: the use of media technology in psychotherapy and its impact on the therapeutic relationship. Journal of Analytical Psychology, 62(3), 372–394, 2017. Registro e resumo no PubMed.
WRIGHT, Deborah L. S. The Physical and Virtual Space of the Consulting Room: Room-object Spaces. Routledge, 2022. Apresentação da editora.
CARDOSO, Bruno Cavaignac Campos, e colaboradores. O enquadre virtual como um dispositivo psicanalítico de atendimento online. Revista Brasileira de Psicanálise, 56(1), 195–208, 2022. Texto completo no PePSIC.
FERRACIOLI, N. G. M.; OLIVEIRA-CARDOSO, É. A.; OLIVEIRA, W. A.; SANTOS, M. A. Potentialities and Barriers of Online Psychotherapy During the COVID-19 Pandemic: Scoping Review. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 39, e39410, 2023. Texto completo na SciELO.
← Voltar à página de origem09Terapia Familiar Sistêmica: história e pesquisa
A terapia familiar sistêmica se constituiu como campo clínico a partir da década de 1950, em diálogo com a teoria geral dos sistemas, a cibernética e os estudos da comunicação. O sofrimento passou a ser examinado também nas relações, nos padrões de interação e nos contextos em que as pessoas vivem. Essa perspectiva permite compreender repetições e vínculos familiares sem reduzir o problema a um único indivíduo.
A história do campo inclui mudanças no lugar do terapeuta. As abordagens de segunda ordem e construcionistas, discutidas por Lynn Hoffman, valorizam a participação do observador e a construção conjunta de significados. Em português, Maria José Esteves de Vasconcellos apresenta a complexidade, a instabilidade e a intersubjetividade como dimensões da epistemologia sistêmica.
A pesquisa clínica reúne revisões de ensaios controlados e estudos de processo e resultado. Von Sydow e colaboradores analisaram 38 ensaios com adultos; Alan Carr sintetiza evidências de intervenções conjugais, familiares e sistêmicas para diferentes problemas. No Brasil, Diniz Neto e Féres-Carneiro discutem criticamente os estudos de eficácia e seus desafios metodológicos. Os resultados dizem respeito a intervenções, populações e condições específicas; a fundamentação sistêmica, por si só, não torna todos os métodos equivalentes nem garante um resultado individual.
VON BERTALANFFY, Ludwig. The History and Status of General Systems Theory. Academy of Management Journal, 15(4), 407–426, 1972. Referência na editora · Acesso alternativo no JSTOR.
HOFFMAN, Lynn. Constructing Realities: An Art of Lenses. Family Process, 29(1), 1–12, 1990. DOI: 10.1111/j.1545-5300.1990.00001.x.
VASCONCELLOS, Maria José Esteves de. Pensamento sistêmico: o novo paradigma da ciência. Campinas: Papirus, 2002. Resenha da edição de 2002 no PePSIC.
VON SYDOW, Kirsten; BEHER, Stefan; SCHWEITZER, Jochen; RETZLAFF, Rüdiger. The efficacy of systemic therapy with adult patients: a meta-content analysis of 38 randomized controlled trials. Family Process, 49(4), 457–485, 2010. Registro e resumo no PubMed.
CARR, Alan. Couple therapy and systemic interventions for adult-focused problems: The evidence base. Journal of Family Therapy, 47, e12481, 2025. DOI: 10.1111/1467-6427.12481.
DINIZ NETO, Orestes; FÉRES-CARNEIRO, Terezinha. Eficácia psicoterapêutica: terapia de família e o efeito “Dodô”. Estudos de Psicologia (Natal), 10(3), 355–361, 2005. Texto completo na SciELO.
← Voltar à página de origem10Imagens e inteligência artificial
As imagens de consultório, palestra, árvore familiar, cena doméstica, estante com escultura, gravura de Édipo e a esfinge e sequência do despertar noturno exibidas no site são composições editoriais produzidas com assistência de inteligência artificial e direção humana. Elas não são registros documentais de um ambiente, palestra, instituição, data, plateia ou participante específicos. Nenhuma pessoa representada como público ou como sonhadora corresponde a paciente real, e nenhum dado pessoal ou clínico de pacientes foi utilizado.
A cena de palestra representa a experiência de Marcelo Cunha em palestras para casais por mais de dez anos e foi construída a partir de referências de aparência fornecidas e autorizadas pelo próprio profissional. A imagem do consultório é uma interpretação visual do espaço além do enquadramento da sessão online.
As gravuras da árvore familiar e da cena doméstica seguem uma linguagem de ilustração de livro. A árvore usa placas com nomes de parentesco; a cena doméstica simboliza uma tensão relacional, não documenta uma sessão. A imagem da estante e da escultura foi composta a partir de fotos do consultório real. Na composição, as lombadas de livros podem não reproduzir com exatidão os títulos originais.
Referências éticas: CFP — IA no contexto da prática psicológica CFP — guia sobre inteligência artificial
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